Spirulina: a bactéria que pode destruir o câncer

Você já se imaginou alguma vez, encolhido, do tamanho de um grão de areia ou menor? E para melhorar viajando dentro de um ser vivo através de uma cápsula ou um veículo especial? Seria fantástico não seria? O filme, Viagem insólita de 1987, traz essa proposta. A ideia do filme inspira cientistas a tentarem acabar com o câncer de uma vez por todas. E com um micro-organismo chamado Spirulina, eles podem atingir esse objetivo.

A trama do filme aborda uma experiência científica que faz com que um tenente das forças armadas – Tuck Pendleton ser encolhido a nível molecular. Junto a um veículo que se assemelha a um submarino, o tenente acaba se envolvendo em uma inesperada aventura. O propósito da aventura era que Tuck fosse encolhido para viajar dentro de um coelho vivo. No entanto, acidentalmente após uma tentativa de roubo (espionagem industrial?), Tuck e o Submarino acabam sendo injetados no corpo de um homem. O indivíduo que recebe seu micro-visitante é o engraçado balconista, Jack Putter. A

Spirulina

Cientistas trabalham a ideia da viagem insólita através da Spirulina

Então, Li Zhang, cientista de materiais da Universidade Chinesa de Hong Kong que fica no distrito de Shatin, voltou-se para magnetismo e organismos vivos. Os campos magnéticos criados fora do corpo podem penetrar no tecido vivo sem prejudica-lo, permitindo que os pesquisadores movam objetos magnetizados por dentro. Para uma mobilidade máxima, um corpo helicoidal propulsado pelo movimento de rotação, funciona melhor. Essa é a Spirulina. “É surpreendente encontrar na natureza uma estrutura tão conveniente e que possa se comportar tão bem”, diz Peer Fischer. Ele é Físico-químico do Instituto Max Planck de Sistemas Inteligentes em Stuttgart, na Alemanha. Fischer não estava envolvido no estudo.

Spirulina

Spirulina e a criação do Nanorobô

Há alguns anos, Zhang e seus colegas haviam tentado desenvolver um micro-robô, mas sem muito sucesso. Agora, Zhang e seus colegas decidiram usar a Spirulina. Eles precisavam de uma maneira de rastrear o robô no corpo, e a alga produz um brilho fluorescente. Os pesquisadores se perguntaram se eles poderiam seguir o curso do robô perto da superfície do corpo, detectando essa fluorescência e, em seguida, usar uma tecnologia de imagem médica comumente usada como ressonância magnética nuclear (RMN) para rastreá-la em partes mais profundas do corpo. A RMN funciona através da detecção de partículas magnéticas administradas a um paciente antes da ocorrência da imagem.

Eles desenvolveram um método de uma etapa para magnetizar a alga, cobrindo milhões de Spirulinas com nanopartículas de óxido de ferro. Quando elas ficam mergulhadas por um longo tempo, pode-se ter mais controle sobre elas. Porém, um tempo de mergulho mais curto permite que os pesquisadores detectem a fluorescência mais rapidamente. Quando o robô está em uma região profunda, a técnica ainda funciona. Isto se deve ao fato de que a RMN pode seguir o curso do robô por causa do seu revestimento de óxido de ferro.

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Spirulina e os nanorobôs precisam ser aperfeiçoados

“É um passo à frente para que você possa rastrear esses nadadores no corpo”, diz Joseph Wang, um nanoengineiro da Universidade da Califórnia, San Diego, que está desenvolvendo um tipo diferente de micro robô médico. “E é biocompatível e de baixo custo”.

Essa biocompatibilidade é uma característica importante. O micro robô degrada-se em horas ou dias, dependendo da densidade do revestimento. Porém não danifica a maioria das células. As únicas exceções foram às células cancerígenas, das quais cerca de 90% foram destruídas. Estas células tumorais que cresciam em uma placa de Petri foram expostas à Spirulina por 48 horas. Outros testes indicaram que a Spirulina produz um composto que é tóxico apenas para células cancerígenas. “O comportamento [de matar câncer] parece ser uma característica interessante e inesperada”, diz Fischer.

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Mas ainda há um longo caminho a percorrer para a meia dúzia de equipes em todo o mundo que estão desenvolvendo esses micro robôs. A equipe de Zhang, por exemplo, ainda precisa mostrar que seu micro robô pode transportar carga. As drogas devem estar ligadas ou dentro da espiral entregando-as com mais eficiência. “Ele ainda não está pronto para um médico usar”, diz Wang, mas ele acha que pode estar pronto em 10 anos. “Todo mundo quer realizar esta fantástica viagem”.

Você verá no vídeo a seguir como os cientistas pretendem usar a Spirulina para derrotar o câncer. 

Espero que essa tecnologia esteja disponível em pouco tempo, pois o câncer é uma das doenças mais destrutivas que existem. Seria um grande avanço.

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