Os Iracundos: não bata palmas para louco dançar

Olá! Você já deve ter se perguntado várias vezes o significado de algumas expressões populares. Logo, a que eu mais acho interessante é aquela que diz assim: nunca bata palmas para maluco dançar. Esta expressão está fortemente ligada a um povo antigo chamado de Os Iracundos.

Primeiramente, os Iracundos eram um povo que cultivavam a raiva, a ira, o ódio e a contenda. De certa forma, essa história é muito interessante porque como era um povo bélico, eles se autodestruíram. 

Entretanto, eles eram muito fortes, tinham um físico interessante e usavam um arco e flecha. Seguidamente eles tinham uma característica mais peculiar ainda… Eram cegos e surdos, ou seja, você podia falar o que quisesse que eles não ouviriam. Enfim, você poderia mostrar qualquer verdade a eles que eles não veriam.

Os Iracundos: um povo irascível

Com certeza, eles eram irascíveis, não raciocinavam e daí falavam que eram loucos. Desta maneira a expressão nunca bata palma para maluco dançar teve sua origem nos primórdios da história.

Assim, os Iracundos quando tiveram a sua região totalmente destruída por eles mesmos, começaram a perambular pelo mundo. Então, eles chegavam nas cidades, andrajosos, mas com seu arco e flecha e falavam com as pessoas: — por favor, batam palmas. E as pessoas se perguntavam: — Pra que bater palmas? Porque bater palmas?

Eles não ouviam e nem viam as pessoas, mas só pediam: — bata palmas!

E as pessoas pensavam: — ah… São loucos mesmos, são loucos! Vamos bater palma para ver um louco dançar e deve dançar com certeza.Os Iracundos Arqueiros

Assim sendo, as pessoas começavam a se aglomerar em volta dos Iracundos batendo palma e aplaudindo. Entretanto, eles pegavam um arco e flecha, miravam para cima e atiravam. Em vista disso, e por terem uma força descomunal, a flecha subia, subia, até sumir e desaparecer no infinito. Consequentemente as pessoas davam gargalhadas. Em seguida eles atiravam outra flecha, mais outra e outra e outra… E assim atiravam centenas de milhares de flechas. Por sua vez, não acertavam em nada e as pessoas davam gargalhada e aplaudiam.

Deste modo, os Iracundos depois da sua apresentação agradeciam e se retiravam. Porém, inesperadamente, alguns segundos depois uma flecha caía. Logo, acertou uma criança que estava ao lado da mãe e depois ali na frente acertou um senhor idoso. Em seguida, mais a frente acertou outro e outro e mais outro. Assim sendo, de uma hora pra outra uma chuva torrencial de flechas matou a população inteira.  Diante disso, os Iracundos iam de uma cidade para a outra, de um país a outro.

Os Iracundos e a crucificação de Jesus

Paralelamente, as pessoas foram se esquecendo dos Iracundos porque na verdade eles se camuflam muito bem. Com certeza, eles se disfarçam e até são capazes de falar coisas divinas. Mas a característica maior é que nós nunca podemos bater palmas para eles.

Notavelmente, a primeira vez neste novo tempo que nós tivemos notícia deles foi quando um senhor muito bom estava para ser crucificado. Era o julgamento dele. Inegavelmente, o homem não tinha feito nada, pelo contrário, tinha feito coisas boas. Logo, ele fez paralíticos andarem, cegos verem… No entanto, ele estava sendo julgado porque estava confrontando as leis da época. Então, o rei deu a opção da população de escolher. Ou seja, eles poderiam libertar um ladrão marginal ou poderiam escolher por aquele homem, um homem santo. Mas os Iracundos estavam muito misturados no meio da população. Todavia, somente a aproximação deles fazia com que se despertasse nas pessoas coisas ou sentimentos que não são humanos. Alguns sentimentos como o ódio, a raiva, a ira, a irracionalidade.Os Iracundos Jesus

Com isso, a população ouvia: — Quem vocês querem que eu solte? Este homem que nada fez contra vocês ou Barrabás o ladrão? E a população irascível começou a gritar: — solte Barrabás! Solte Barrabás! Então, crucificaram aquele homem.

E os Iracundos cumpriram a sua missão se disfarçaram novamente e se retiraram outra vez.

Os Iracundos e o seu ressurgimento

Depois eles voltaram e apareceram somente em 1921 na Itália. Provocaram uma catástrofe muito grande.

Outra vez, apareceram em 1933 na Alemanha e provocaram uma grande guerra mundial onde mais de seis milhões de pessoas foram mortas. Tudo isso semeando a discórdia, a raiva, a ira.

Agora, novamente nós estamos presenciando a presença dos Iracundos entre nós. Inacreditavelmente, pessoas, amigos, parentes que nós nunca imaginávamos que não seriam capazes estão desenvolvendo um ódio, uma raiva, uma ira… Contra outras pessoas sem justificativa e algumas vezes falando em nome de Deus. Indubitavelmente, Deus na verdade é magnânimo, ele fala da bondade, da paz, da tolerância entre as pessoas.

Com certeza, Deus jamais falaria coisas que os Iracundos falam sobre a ira, a raiva e a guerra. Nós estamos aplaudindo os Iracundos e eles estão mirando as suas flechas para o céu. Daqui a pouco eles vão se retirar. Em seguida as suas flechas vão começar a acertar as pessoas que estão a nossa volta e talvez nós mesmos.

Portanto daí a origem da expressão nunca bata palmas para maluco dançar.

8 comentários em “
Os Iracundos: não bata palmas para louco dançar

    • outubro 30, 2018 em 4:00 pm
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      Uma história é uma história. Quando se cria uma música, ou qualquer obra de arte, desafia-se qualquer lei. Muda-se a realidade. Desafia-se as leis científicas. Por exemplo, Um homem anda por cima das águas, um boi voa, uma bruxa dirige uma vassoura, etc. Tudo se transforma na imaginação. É o poder das artes. É a utopia. A arte é a imaginação sem limites. Os contadores de histórias são geniais. Os griôs, contadores de causos. Na terra da minha mãe, quando há uma mentira, eles usam “deixa de história”, significa “deixa de mentira”.
      Achei essa história genia, e a primeira vez que ouvi foi contada pelo pedagogo Roberto Carlos.Ela reflete a situação atual do nosso querido Brasil, mostra a gravidade desse momento histórico tão grave entre a barbárie e a civilização.

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  • outubro 25, 2018 em 8:03 pm
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    isso afronta a nossa inteligência e nosso conhecimento sobre as leis da física, além de ser sofismática a apresentação de um tema tão delicado…Acho que voltamos aos tempos das escolas filosóficas da antiguidade, dos sofismas…

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  • outubro 26, 2018 em 2:53 pm
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    Gostaria de saber mais sobre esse tema. De onde são as fontes de pesquisa? Esse senhor estava para ser crucificado e pediram um ladrão quem era?

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    • outubro 29, 2018 em 3:48 pm
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      Boa tarde Cristiane. O texto em si foi montado tendo como base um relato contado pelo famoso contador de histórias chamado Roberto Carlos Ramos. Na minha opinião, eu vejo esta história mais como uma metáfora ou um conto. Realmente não vejo “Os Iracundos” como um povo histórico que já existiu, e sim uma associação ou um paralelo para justificar fatos históricos importantes. Se realmente existiram… Somente um historiador poderá te dizer se há alguma referência a este povo.

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    • novembro 2, 2018 em 10:56 pm
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      Jesus, o Cristo.

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  • novembro 2, 2018 em 2:37 pm
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    Esse conto é uma metáfora perfeita, o mesmo se adapta a várias situações , inclusível a atual que estamos vivendo .

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