O mundo de fantasias de um reprovado na escola

Chegamos aos meados do oitavo mês do ano e algo que começa a vir a cabeça do estudante é a reprovação, mais conhecida como “bomba”. Será que é insano pensar que alguns alunos não pensam nessa possibilidade ou que não estão nem aí para o que vai acontecer no final? Talvez seja hora de ver na visão deles o que eles acham. Acompanhe dois relatos de alunos de escolas públicas que passaram pela “bomba”.

Leonardo e sua primeira reprovação no Ensino Médio: No auge dos meus 15 anos, eu estudava em uma escola estadual em Contagem e hoje me arrependo do ano estudantil que vivi durante 2016. Naquele ano, tipo eu não estava nem ligando por que até então, eu estava jogando futebol (queria ser jogador, mas não deu muito certo). Com esse desejo em mente, acabei esquecendo que tinha um 1º ano de Ensino Médio pela frente.

No ano passado não fiz muita coisa durante o ano, brincava muito em sala de aula, prestava pouca atenção nas aulas e acabei levando de presente para as férias, seis matérias com trabalhos enormes para depois ter que fazer as provas destas disciplinas. Acredito que meu erro foi não ter pensado em um outro plano de carreira, mas agora estou muito mais focado. Meu desejo agora é seguir a carreira militar e estou estudando muito para isso.

Hoje me arrependo bastante de tudo isso, no entanto, a reprovação acabou tendo o seu lado bom, pois abri meus olhos, e agora consigo pensar com mais clareza no meu futuro. 

Barkley e seu mundo de fantasias na escola: Meu nome é Barkley e tenho 16 anos. Frequento uma escola estadual em Betim, curso atualmente o 1º ano do Ensino Médio. Fui reprovado duas vezes, uma no 7º ano e outra no primeiro.  

O que posso dizer é que em ambas às vezes, a bagunça foi o fator determinante para a reprovação. No 7º ano, minha escola era Municipal e afirmo que era uma escola muito boa, bons professores e bem estruturada. Me enturmei demais e isso atrapalhou. O estudo ficava em segundo plano.

Na verdade no Ensino Fundamental, ainda somos imaturos, mas já temos consciência de muita coisa e quando não respeitamos muito os nossos limites acabamos esquecendo do principal na escola que é cumprir com o nosso dever. Tive muitos colegas que iam na escola somente por causa das meninas, sem contar outros que possuem motivos mais corriqueiros. A escola na verdade se parecia mais como um mundo de fantasias tanto para mim como para outros alunos.  

Hoje me vejo com um atraso quanto a questão do estudo e penso que isso pode fazer diferença na hora de encontrar um emprego lá na frente.

O que dizer para os estudantes da mesma faixa de idade?

Leonardo: acho que muitos alunos estão muito preocupados com status nas escolas ou com amigos. Na hora que nós mais precisamos dos que se dizem seus amigos, eles dão as costas. Espero que os estudantes pensem mais no futuro porque não podemos visitar o passado depois.

Barkley: se eu pudesse, daria conselhos, diria para a galera estudar, pois conhecimento nunca é demais e com certeza, precisaremos dele no futuro.

É isso aí pessoal! Vamos lutar por escolas melhores e um ensino melhor, pois o estudo faz parte da nossa vida e deve ser prazeroso.

    

 

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