Lesmas Conídias e o seu veneno insuperável

Embora algumas vítimas desenvolvam resistência, existe um veneno que não pode ser superado por nenhum animal. Sob a vigilância do governo americano, cientistas estudam um veneno que é quase uma arma biológica. Por sua vez, ele é secretado pela criatura mais venenosa do mundo. Em um laboratório de segurança máxima em Utah, espreita a criatura mais venenosa do mundo. Seu veneno é tão letal, que é monitorado pelo governo americano. Logo, são considerados como uma ameaça bioterrorista em potencial. Por isso eles são regulamentados pelo departamento de segurança nacional. Os animais com essa arma biológica são surpreendentes, não são serpentes exóticas e nem lagartos gigantes. São lesmas, lesmas assassinas.

Uma ferroada pode paralisar um homem em segundos e matar em quatro minutos. Existe uma espécie especialmente perigosa, 70% das pessoas que são ferroadas por essa espécie em particular morrem.

Lesmas Assassinas e o seu ataque mortal

Porque uma lesma precisa de um veneno tão tóxico? Quando pensamos em uma lesma, pensamos lento. Quando pensamos em peixes pensamos rápido. Então, como uma lesma pode se alimentar de um peixe? A resposta é o veneno. É assim que elas conseguem, mas elas têm um incrível mecanismo de injeção de veneno que é quase instantâneo.Lesmas Conideo Atacando

Para usar o veneno, as lesmas da família dos Conídios tiveram de evoluir. Primeiro, a lesma examina alvo com um sifão. Quando percebe a presa, estica uma tromba venenosa. Dentro do corpo da lesma, um arpão minúsculo repleto de veneno é lançado pela tromba e atinge a presa. Há um choque de excitação e aí vemos um peixe, por exemplo, ficar rígido e ser puxado.

Certamente, o medo de que terroristas possam usar o veneno da lesma é um dos motivos do estudo de Baldomero Olivera – Ph.D e Professor da Biologia da Universidade de Utah. Ele e sua equipe começam por extrair o veneno mortal da lesma. Logo, as amostras são processadas por uma máquina de alta pressão que separa as toxinas. Os resultados são impressionantes.

Estávamos tentando purificar os elementos que provavelmente matariam pessoas. Ficou claro que havia mais componentes no veneno do que pensávamos, explica Olivera.

Lesma Conídia e o seu veneno versátil

A maioria dos animais venenosos tem venenos complexos, mas nenhum se compara a essas lesmas. A equipe descobriu que cada espécie de lesma Conídia produz centenas de toxinas. Mas não é só isso.

Se você pegar o veneno de uma lesma e depois pegar o veneno de outra, cada uma delas tem um veneno muito complexo. Talvez com uns 100 componentes e não ha superposição, afirma Olivera.

Portanto, cada uma das 700 espécies de lesmas Conídia produz seu arsenal químico específico. A equipe viu se com centenas de toxinas venenosas nas mãos, cada uma com uma função desconhecida e potencialmente letal. Desta maneira, o único modo de descobrir a função de cada componente era testá-los um a um em um. Em um estudo controlado, eles injetaram cada toxina em ratos de laboratório e observaram as reações.

Logo, um componente os fez dormir, outro componente fez os ratos se coçarem o dia todo. Havia o componente que fez os ratos correrem em círculos. Principalmente, foi possível perceber que cada um dos componentes era completamente diferente dos outros.

Cada componente do veneno da lesma Conídia tem um efeito preciso e singular. Para que consigam pegar um peixe, todos os componentes do veneno precisam ter um alvo que possa ser atingido de modo muito eficiente. Provavelmente este é um cenário evolutivo em que se acaba por ter substâncias altamente específicas que compõe o veneno.

Lesmas Conídias: Verdadeiras farmácias vivas 

Com a pesquisa de Olivera, os cientistas do mundo todo perceberam que as lesmas Conídias não são assassinas. Elas são farmácias vivas. Deste modo, as mesmas proteínas naturais que as lesmas modificaram para criar toxinas poderiam ser alteradas pela ciência. Desta vez para ter um efeito preciso na luta contra a dor, a epilepsia e até Alzheimer.

Então, o que o veneno tem a ver com os nossos medicamentos? A resposta é que o veneno foi produzido pela seleção natural para ter um efeito muito específico no corpo de um animal. Assim, existem moléculas no veneno, e elas interagem com as moléculas dentro do corpo, então alguma coisa acontece. E é exatamente isso que os nossos medicamentos são criados para fazer. Assim se estiver procurando por um fármaco que irá ter um pacto sobre o corpo de um animal, o veneno é um ótimo começo, sugere Dan Riskin Ph.D e pesquisador de Biologia Evolucionaria pela Brown University.Lesmas Tipo

As lesmas Conídias têm os genes que mais depressa evoluem no planeta, e estão sempre desenvolvendo novas moléculas que podem se transformar em remédios poderosos.

Achamos que existem cerca de 100 mil diferentes peptídeos bioquimicamente ativos. Considerando que só conhecemos 2 mil deles, ainda o imenso potencial para descoberta de remédios.

Por isso, as lesmas Conídias não são a única fonte. De certa forma, as substâncias extraídas de todos os animais venenosos podem ser usadas como fármacos.

Lesmas, serpentes, escorpiões e suas utilidades

Inclusive, a toxina da serpente Taipan que afeta o sangue das vítimas está sendo pesquisada para impedir hemorragias em cirurgias. Do mesmo modo, pessoas com alguns tumores cerebrais são tratados com versões radioativos do veneno do escorpião.

Sem dúvida, a incrível variedade dos venenos é o que os torna tão úteis. Além disso, a maldade absoluta engenhosa usada para cria-los, significa que poderemos estuda-los e descobrir como funciona. Sendo assim, poderemos modifica-los para poder usá-los como remédios. Por tanto, o que acontece, é que a natureza já fez todo o trabalho para nós. Só precisamos descobrir o que ela fez para replica-lo.

 

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