Gorda e feia: é assim que você se sente?

Você se acha gorda e feia? O que caracteriza um padrão de beleza? Quem institucionalizou esses padrões e por que você os segue? Estamos olhando para os outros ou para dentro de nós mesmos? Qual é o nosso ponto de referência? O que você diria para um terapeuta? A jovem Any, de 17 anos, disse:

— Em todas as sessões você me diz que eu preciso me amar. Diz que eu preciso começar a gostar mais de mim. Parece um disco arranhado. A questão é que você nunca me ensina a fazer isso. Ou quando começar, ou onde começar…

— Ok, vamos começar agora, então. Não hoje à noite, não amanhã, não depois dessa conversa. Vamos começar agora. Feche seus olhos. Feche seus olhos! Eu quero que você me diga o que você não gosta em você mesma. Seja honesta comigo, não seja esperta, não fique com raiva. Só seja honesta!

Gorda, feia e a terapia

Neste instante, uma lágrima surfou com a lentidão das goteiras das casas coloniais pelo rosto dela. Dessa forma, com os olhos bem fechados ela entoou: — Eu sou gorda, eu sou feia e eu estrago as coisas. Com dúvidas e os dedos entre os lábios, seu terapeuta respondeu:

— Agora… Diga-me há quanto tempo você se sente assim.

— Não sei… Desde quando eu tinha 9 ou 10 anos…

— Então essa é uma opinião sobre você que você formou já faz um tempo… Abra os seus olhos.

Logo, seus olhos se erguem com lamento unido há um semblante aflitivo. Seguindo ele diz:

— Eu quero que você imagine… Você com 10 anos de idade sentada no sofá ao seu lado.

Ela logo olha com um aperto no coração, o sofá camurça, abandonado que revela uma aura ou uma presença. Então ele continua: — essa é a garota que achava que ela era gorda, feia e uma vergonha. Eu quero que você a imagine sentada ali, agora.

Gorda: uma imagem interna

Agora, com estranheza, Any visualizava em seu coração, a garota pequena e frágil. Sendo assim ela ouvi: — agora diga para essa garotinha que ela é gorda!

— Eu não vou fazer isso. Comentou com decepção. E ainda ele insistiu:

— Diga para essa garotinha que ela é feia!

— Eu não quero, expressou entre lágrimas!

— Diga para aquela garotinha que ela é uma vergonha, que não vale a pena e é inútil. É isso o que você faz todos os dias quando você diz para si mesma. Quando você se convence que é uma vergonha, um fardo. Ah… Você acha ela feia?

— Não…

— Não? E gorda?

— Não…

— Não?

— Você a acha uma vergonha, ou horrível, ou inútil?

— Pare! Não… Ok? Não… Ressoou ela com tremura em seus lábios. Ele por sua vez, franziu a testa, pensativo e perguntou mais uma vez em tom de desafio: — o que você quer dizer para essa garotinha? Se ela te falasse que se sente assim… O que você diria pra ela…

Gorda e feia: um conflito interno

Ela olhou para o sofá como se visse a si mesma no passado. Logo com a cabeça voltada para aquele lado e aflita, expressou: — Ela é ótima… Perfeita.

— Então é isso o que você precisa dizer a si mesma. Toda vez que se sentir em pânico… Ansiedade… Você precisa se acalmar do mesmo jeito que você acalmaria a garotinha. Certo?

— Certo.

— Você precisa dizer a si mesma que tudo irá ficar tudo bem. Se você se comprometer a isso… Eu prometo que você irá conseguir enfrentar qualquer coisa. E isso começa agora.

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