Dia dos namorados: revés e escalada amorosa

Uma história real sobre amor não correspondido e um final feliz. Os sentimentos que se misturam no dia dos namorados. Para te inspirar e acreditar no amor.

Um Garoto e seu amor por uma colega de sala de aula

No dia seguinte, 18 de novembro, eu tinha todos os horários em sala de aula. E no primeiro horário, eu estava no 802 e as coisas começaram quentes. Depois da chamada habitual na quadra, eu e meus alunos subimos a rampa e chegamos à classe. Imediatamente, algumas garotas da turma entraram em tom de comemoração. Elas ovacionavam Denise e diziam em voz alta: tá namorando, tá namorando, tá namorando…

Me veio ao pensamento: o Trevor se deu bem? Mas ele havia chegado e ficado calado e logo se colocou de cabeça baixa.

Dava para perceber que a coisa não era com ele. E como ele reagiria dali para frente era uma questão que eu sequer cogitava em imaginar, até mesmo porque aquilo era algo comum. Se apaixonar e não ser correspondido. Não há nada de especial nisso. Coisas do dia-a-dia. Mas é claro que não devia ser um sentimento dos melhores.

E as meninas como sempre surpresas perguntavam para Denise: o Joel não perdeu tempo hein…, Conta os detalhes para gente? Há quanto tempo vocês já estavam se paquerando?

Eu interrompi dizendo:

— Vamos deixar a euforia de lado, e esse papo para depois. Se ela quiser, no meu outro horário eu reservo um tempinho no final da aula para ela contar as novidades.

Então veio aquele som característico: ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah…

Logo comecei mais uma lição.

À tarde os minutos voam como caças da força aérea, e quando você percebe já são 15h30min. Era hora do intervalo.

Depois de mais um horário na 802, todos saíram menos Trevor e Denise. Então eu disse para os dois:

— Vocês precisam sair, tenho que trancar a sala.

— Espera um pouco professor Gustavo, só um minuto, disse Trevor.

— Denise, eu preciso falar com você?

— Olha Trevor, eu sei que você está chateado, mas o que eu sinto por você é amizade.

Eu estava atrás da porta, e ouvia tudo aquilo, mas não entrei no campo de visão dos dois para não atrapalha-los. E eles continuaram…

— Eu gosto muito de você, disse Trevor.

— Eu sei, comenta Denise.

— Eu sempre gostei de você, e eu tenho certeza que sou a pessoa certa para ficar ao seu lado.

— Eu sei que amor não se mede, mas eu preciso sentir a mesma coisa por você. É complicado.

— Pensa um pouquinho, e em você, dá uma chance para você mesmo.

— Difícil, eu acabei de assumir o Joel. Não dá!

— Ok.

— Você vai encontrar uma garota para você, basta olhar a sua volta.

— Meninos eu preciso ir, eu disse. Já haviam se passado 10 minutos, e minha barriga roncava de fome.

Com a sensação da mistura de tristeza, desilusão e pena fomos para o recreio.

No entanto, a Bad não é eterna e se não deu certo uma vez, talvez fosse melhor assim. Existem casos em que o cupido acerta a flecha, mas o resultado, tempos depois, não é lá dos melhores. Cupido amador! É o que diz Marília Mendonça no vídeo de uma de suas canções:

E existem aqueles que lutam com todas as forças, no dia-a-dia,  pelo seu amor. É o caso da Thayane e do Edivaldo. Eles dizem o que acham do namoro:

Existem casais perfeitos?
Claro que não! O que existem são duas pessoas que se amam e lutam incansavelmente pela felicidade do outro.

Desejo a eles e a outros nessa mesma escalada amorosa, que continuem e façam dar certo. Vocês merecem!

 

 

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